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Pais não casados

Pais e mães não que não possuem um relacionamento entre si

Entrevista cedida para MB Press

Psicologo para tratar pais no casadosPais e mães não que não possuem um relacionamento entre si

Entrevista sobre matéria em um site criado nos Estados Unidos que reúne homens e mulheres que desejam ser pais e mães. A ideia é que eles não precisam, necessariamente, namorar. Eles se unem apenas para fazer o filho, seja pelos meios tradicionais, inseminação, etc.

1-O princípio de uma família é o amor, porém um site vem provar que não precisa ser sempre assim. Então fica a pergunta: em tempos modernos é possível criar uma família sem que este sentimento exista/prevaleça entre os genitores?

Psicólogo: Talvez o princípio de como a família seja vista (em teoria) possa ser o amor, mas na prática, nem sempre isso ocorre. Lembre-se que há casos em que os pais são obrigados (por si mesmos, pela família, pelo peso social, etc) a se casarem quando a mulher engravida; casos em que a criança vem de maneira indesejada e com o surgimento da criança se cria um impasse, uma impossibilidade na relação dos pais; casos de pais solteiros em que a eventual diversão sexual transforma-se em um filho, e ai também não há vinculo entre os pais.

Ou seja, é possível criar um filho em tais condições. E é sempre importante que haja o afeto, instrução, preservação da autonomia da criança, mesmo que estes sentimentos/modelos não sejam dados pelo “casal” ou “apenas pelo casal”.

2- Ao mesmo tempo, este site vem trazer uma opção interessante para quem deseja ter um filho, mas ainda não encontrou um parceiro. Você pensa assim também?

Psicólogo: Talvez este site, para inúmeras pessoas, facilite a realização quanto a questão do 'procriar'. Entretanto, para quem resolver participar, seria interessante ponderar se fazendo isso, não se estaria perdendo o processo de construção de uma relação, o viver em conjunto a gravidez. Mas algumas pessoas têm desejos diferentes, não estão aptas se relacionarem, não querem se relacionarem ou são ou pensam serem mais independentes. Ou seja, é uma escolha que deve ser bem pensada.

3- Qual a melhor forma de contar para a criança como ela nasceu, como os pais se conheceram, sem causar revoltas ou traumas? Como será a criação desta criança?

Psicólogo: É interessante que seja discutido previamente entre os pais. Que os pais tenham afinidades quanto ao que acreditam. Ou também, por quê há a necessidade de ter uma família que se encaixe nos moldes? Talvez a questão central seja a forma como a criação será, a normalidade com que o assunto é encarado, discutido. Se há espaço para o diálogo e para reflexões, talvez esta criança não venha ser acometida por revoltas ou traumas.

4- Como a criança pode ser “dividida” entre esses pais? É possível fazer um acordo somente entre eles ou é necessário um documento assinado por um juiz? O mesmo acontece com a pensão?

Psicólogo: Dependeria muito do que esses pais desejam: se querem ter um filho para acompanharem a criação, para interagirem ou apenas para colocar alguém no mundo e perpetuar, em termos, a sua própria existência. De qualquer forma, acredito que as pessoas que procuram o site, queiram ir direto ao ponto e ‘fazer’ o filho, mas isso não impede que construam uma relação sadia, mesmo que não vivam sob o mesmo teto. Neste sentido, penso que poderiam chegar a um acordo sobre a maneira como essa divisão ocorreria em questões de espaço e tempo.

Reportagem de Juliana Facão da MBPress 

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Marisa de Abreu Alves | Psicóloga CRP 06/29493

*O material deste site é informativo, não substitui a terapia ou psicoterapia oferecida por um psicólogo.

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