5 cuidados que você deve ter ao escolher a sua terapia online
Ao escolher sua terapia online você deve ter alguns cuidados. Verificar se a terapia oferecida é ratificada pelo Conselho Federal de Psicologia e se o(a) profissional escolhido(a) está cadastrado(a) são dois cuidados iniciais que você pode considerar.
Ao escolher sua terapia online você deve ter alguns cuidados. Verificar se a terapia oferecida é ratificada pelo Conselho Federal de Psicologia e se o(a) profissional escolhido(a) está cadastrado(a) são dois cuidados iniciais que você pode considerar.
A questão da disponibilidade e flexibilidade pessoal também são importantes. Saber se você se sentirá a vontade e atendida neste formato online pode levar mais de uma sessão/encontro. Assim como para o(a) psicólogo(a) a terapia online também pode ser uma experiência nova, é preciso que ambos estejam comprometidos com o novo modelo, com suas vantagens e desafios.
Apesar dos benefícios potenciais da psicoterapia online, muitos psicoterapeutas estão preocupados em ser menos capazes de comunicar sua empatia, em construir uma aliança terapêutica ou se preocupam com o impacto de falhas técnicas, alfabetização insuficiente da Internet e questões de confidencialidade.¹
Deste modo, a segurança e o sigilo profissional são questões importantes para a terapia online. Dúvidas a respeito da confidencialidade das conversas, de como assegurar os riscos e benefícios efetivos, podem ser levantados durante o(s) primeiro(s) contato(s) com o(a) terapeuta.
Deve-se levar em conta, por exemplo, que as comunicações via e-mail podem não ser eficientes em todos os casos, uma vez que nem todas as pessoas conseguem comunicar com eficácia suas ideias por meio de textos.²
Ao se considerar os riscos de divulgação indevida de informações trocadas nas sessões (receio existente tanto em relação à psicoterapia online quanto à presencial), não é possível afirmar que haja risco maior na modalidade online nem que a forma tradicional de atendimento seja menos arriscada.²
Apesar das medidas preventivas, obviamente não se pode negar ou ignorar que existem riscos de quebra de confidencialidade nas comunicações online. No entanto sabe-se que o investimento em esforços para “quebrar criptografia” ou para rastrear conversas é proporcional ao valor das informações trocadas.²
Assim, em se tratando de uma personalidade pública ou alguém envolvido com interesses de segurança nacional, por exemplo, os riscos são potencialmente maiores, sendo a psicoterapia online desaconselhável nesses casos.²
Outra precaução é que ambas as partes devem comprometer-se a realizar as sessões em ambiente suficientemente iluminado, de modo a permitir a identificação dos participantes da conversa que devem, antes de iniciar a sessão, tornarem-se mutuamente visíveis por meio de webcam.²
Deve-se, também, providenciar para que a sessão aconteça em espaço reservado, no qual paciente e psicoterapeuta estejam sozinhos, como também assegurar-se de que a conversa não será ouvida por alguém do lado de fora do “consultório virtual” ou cômodo onde o paciente esteja.²
E o que pode parecer um detalhe, mas é um cuidado de fundamental importância: as sessões não devem ser gravadas por nenhuma das partes porque a gravação das conversas aumenta os riscos de os conteúdos serem vistos e/ou ouvidos por pessoas não autorizadas.²
Marisa de Abreu
Psicóloga
CRP 06/29493
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1 BÉKÉS, Vera; AAFJES-VAN DOORN, Katie. Psychotherapists’ attitudes toward online therapy during the COVID-19 pandemic. Journal of Psychotherapy Integration, v. 30, n. 2, p. 238, 2020.
2 RODRIGUES, Carmelita Gomes; DE ARAÚJO TAVARES, Marcelo. PSICOTERAPIA ONLINE: DEMANDA CRESCENTE E SUGESTÕES PARA REGULAMENTAÇÃO. Psicologia em Estudo, v. 21, n. 4, p. 735-744, 2016.