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Relacionamento destrutivo

Entrevista cedida para o Portal Fabiana Scaranzi

Como se desvincular de relacionamentos destrutivos

Por que tantas pessoas continuam comprometidas à parceiros que abusam emocionalmente? Muitos maridos colocam a autoestima da mulher lá embaixo, muitas vezes tratando-a mais como "mãe" ou "empregada". O que normalmente impede a mulher de dar uma basta nesse tipo de relação?

Atendi em clinica por 20 anos e vi mulheres, e homens, com motivos diversos. Recebi muitas mulheres que não se desvinculavam de seus relacionamentos abusivos por não terem autonomia financeira, ou seja, passaram a vida considerando muito bacana ter um marido provedor mas quando este marido se tornou abusivo ela percebe que suas opções seriam continuar presa à ele ou passar a um padrão infinitamente menor do que estava acostumada. Outras pessoas mantem-se em relacionamentos abusivos por acreditar que será apenas uma fase, o outro vai mudar, um dia, talvez, quem sabe... Outras se acostumam com a situação e de alguma maneira, muito disfuncional, acreditam que aquilo é normal. Outras sentem tanto medo da solidão que consideram menos penoso sofrer os abusos do que ver-se, possivelmente, sozinha. Há até quem veja muita fraqueza no parceiro abusivo e considera que deve ficar para ajuda-lo. E por final, há as pessoas que consideram que o abuso, principalmente quando movido pelo ciúmes, seria “prova de amor”, ou seja , o outro a ama tanto que não suporta o próprio ciúmes e acaba sendo violento.

Psicologo para tratar relacionamento destrutivo

Essa dificuldade em abrir mão de relacionamentos pode estar ligada a carência, baixa autoestima e/ou comodismo?

São possibilidades. A pessoa carente pode acreditar que ganhou a sorte grande em encontrar alguém que queira ficar com ela, sente-se grata, e releva os abusos. Quando há baixa auto estima, pode considerar os desejos dos outros mais importantes que os seus, mesmo que o desejo do outro seja mantê-la ao lado para continuar suas agressões. O comodista pode não focar de forma adequada o que se passa dentro de sua própria casa, o esforço necessário para isso seria demais, pois ela teria que se impor tentando colocar limites e caso o outro não respeite este limite ela teria que tomar atitudes firmes – isto demanda muita energia, o que muitas pessoas talvez não tenham.

Como fazer para se livrar desse tipo de relação? O que a mulher tem que avaliar para saber se vale a pena ou não continuar em uma relação destrutiva?

Toda vez que um médico prescreve um medicamento ele compara os riscos dos efeitos colaterais com o ganho da medicação. Remediar estas situações merece a mesma avaliação. Há vários caminhos para interromper um relacionamento abusivo e nem sempre é necessário uma cirurgia de extirpação. Em alguns caso pode ser possível que o treino de assertividade dê ótimos resultados. Conversas, imposição de regras, apresentar as consequências, são caminhos possíveis. Mas quando a outra parte se mostra incapaz de mudar talvez a única saída seja o rompimento da relação.

Como avaliar se as amizades que você mantém são destrutivas? Algumas pessoas têm medo de se afastar dos amigos? É medo de não conseguir fazer parte de novos círculos de amizade?

Algumas vezes o que impede é o medo de nunca mais conseguir amigos, outras vezes a pessoa se mantem com amizades abusivas simplesmente porque não parou para avaliar os danos causados e nem percebe que estes amigos estão passando os limites.

Para avaliar é preciso colocar em lista, de forma muito clara, quais os pontos positivos e negativos desta amizade, assim como a possibilidade de reverter a situação com conversas, treino de assertividade, etc.

Caso perceba prejuízos além do aceitável, creio que possa ser hora de eliminar as amizades destrutivas.

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De que forma parentes mais próximos, como seu pais ou até mesmo seu filhos, podem interferir na sua felicidade pessoal?

Familiares podem acreditar de que o outro não se abala com suas palavras e atos invasivos/destrutivos. Filhos podem considerar que seus pais sejam super heróis e que jamais se abalariam ou ficariam chateados com suas descargas emocionais abusivas – afinal de contas que já suportou tantas noites sem dormir, pagou todas suas contas por anos a fio deve ser imune a qualquer dor. Mas isto não é verdade. Pais, filhos, ou qualquer parente, pode e deve colocar limites.

Como dar um basta da relação destrutiva entre familiares?

Como mencionado acima. Cada caso pode ter seu “remédio” adequado. Há situações que uma boa conversa resolve, há situações onde regras precisam ser colocadas, há situações onde a única opção possa ser o desligamento definitivo desta relação.

Marisa de Abreu Alves
Psicóloga
CRP 06/29493


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