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Homossexualidade

Entrevista sobre Homossexualidade cedida para revista Phyna 

Homossexualidade e Homofobia

Dificuldades do homossexual ao procurar um psicólogo

Psicóloga: Ao contrario do que se pode pensar homossexual não procura psicólogo apenas para tratar de assuntos que envolvem sua vida sexual. Muitos procuram a psicoterapia para tratar de duvidas em relação a carreira, timidez, relacionamento, etc. Mas quando o assunto é a sexualidade minha experiencia diz que a maior dificuldade ainda é a segurança em assumir sua orientação diante da família e amigos.

Psicologo para falar sobre homossexualidade

Papel da psicologia no enfrentamento a Homofobia

Psicóloga: A psicologia tem o papel de esclarecer o que é orientação sexual iniciando até mesmo pelo que não é: homossexualidade não é opção, não é doença, não é uma ideia passageira, não é resultado de maus tratos, não é apego à mãe, etc.

A fobia, e também a homofobia, vem da falta de conhecimento e compreensão do que seria homossexualidade.

Em 1999, o CFP criou a Resolução 001/99, que proíbe que psicólogos tratem a homossexualidade como doença

Psicóloga: É algo incrível, mas ainda há procura, principalmente por parte dos pais que acreditam que alguém pode mudar seu filho (a) homossexual. Uma vez constatado que não se trata de doença não há porque aplicar qualquer tratamento. O que o psicologo pode fazer é convidar esta pessoa que procurou tratamento para ajuda-lo a entender melhor sua própria situação como pai ou mãe de um homossexual e como ele pode ajudar este filho que vive em uma sociedade preconceituosa.

Quando é o próprio homossexual que procura “tratamento para homossexualidade” o psicólogo pode ajuda-lo a entender porque ele chegou a este ponto, quem ou o que o fez entender que ele seria um doente que precisa de mudar sua orientação. Enfim podemos trabalhar sua própria aceitação.

Resolução mudou o modo de pensar dos psicólogos?

Psicóloga: Acredito que os psicólogos já estejam bastante conscientes de seu papel. Esta resolução foi útil para algumas pessoas que mesmo recebendo toda informação cientifica podem ter mantido conceitos desatualizados.

Os psicólogos clínicos podem ajudar na questão do preconceito?

Psicóloga: Cada psicologo pode ajudar de várias frentes, quando em contato com o homossexual pode fortalece-lo por exemplo em seus sentimentos e comportamentos assertivos para que consigam reagir de forma adequada, sem serem agressivos nem passivos, em relação as pessoas preconceituosas a sua volta, e quando em contato com a pessoa preconceituosa pode ajudar esta pessoas a entender melhor toda a dinâmica envolvida.

Como o jovem que está se assumindo pode lidar com o preconceito?

Psicóloga: Conforme o meio social de cada um as reações podem ser muito diferentes. Algumas pessoas podem temer agressões mas depois percebem que sua família e amigos são muito mais esclarecidos do que ele imaginava ou o contrario.

A melhor forma de lidar com sua homossexualidade é com a maior naturalidade possível e só entrar com alguma colocação sobre sua sexualidade se for necessário. Isto é caso alguém demostre preconceito o homossexual pode deixar claro que a ideia do outro não interfere em seu valor como pessoa, e observar quando o preconceito chega a ponto de agressões para que ele possa se preservar.

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A familia do homossexual também pode ajudar?

Psicóloga: A familia tem sua importância. Muitas famílias não tem muito claro o que pensam sobre homossexualidade e assim fica muito difícil que esta pessoa saiba como a noticia será recebida. Quanto maior o apoio melhor estruturado este homossexual estará para enfrentar o meio profissional e social.

Aceitação da homossexualidade na sociedade?

Psicóloga: Ainda há certa dificuldade de aceitação. Interessante que o argumento mais comum para alguém “provar” que não tem preconceito é dizer que tem um amigo homossexual – isto prova que ele considera a sexualidade do amigo em sua aprovação, comportamento ainda preconceituoso mas também pode demonstrar vontade em vencer este preconceito.

A aceitação da homossexualidade varia muito geograficamente?

Psicóloga: Como a cultura tem variação geográfica e valores pessoais estão intimamente ligados a cultura o preconceito pega carona. Rio e São Paulo pode ter maior facilidade de aceitação, sul e nordeste pode ter maior dificuldade.

Programas humorísticos podem contribuir para o aumento do preconceito?

Psicóloga: O humor age pelos dois lados, dizer que um assunto é risível o faz ser visto tanto com maior naturalidade por alguns como como algo a ser condenado por outros.

Políticas públicas voltadas à diversidade sexual

Psicóloga: Aos poucos vamos progredindo. Vira e mexe ainda colocam alguém para tratar justamente de direitos humanos que acreditam que homossexualidade é doença. Mas ainda bem há pessoas com vozes altas o suficiente para contestar.

Sinais que indique os pais sobre a opção sexual do filho?

Psicóloga: Não há regras. Qualquer sinal que eu coloque aqui poderá correr o risco de se tornar um preconceito. Os pais devem estar abertos e respeitarem seus filhos em suas características.

Como os pais devem reagir quando o filho conta sobre sua opção sexual?

Psicóloga: Devem agir como pais que amam seus filhos e os aceitam. Caso o assunto seja difícil para eles é aconselhável que eles digam isso para os filhos, demonstrar um pouco de fragilidade pode humanizar estes pais e facilitar o entendimento entre eles. Caso os pais precisem de mais tempo para poderem se colocar também é aconselhável que digam isso ao filho – melhor assim do que reagir de forma que se arrependerão depois.

Casais homossexuais influenciam os filhos em suas orientações sexuais?

Psicóloga: Não. A sexualidade de cada um não depende de fatores ambientais. “Más companhias” não tornam ninguém homossexual, amizades apenas com meninas ou com meninos também não, etc. Se a influencia dos pais pudesse determinar a sexualidade dos filhos não haveria filho homossexual de casal hetero.

Classe social determina a orientação sexual?

Psicóloga: Não existe um numero maior de homossexuais em uma ou outra classe social, mas a cultura pode influenciar na facilidade de expressar a sexualidade. Ou seja, uma pessoa criada em uma casa onde sempre percebeu aceitação em sua família terá mais facilidade para expressar sua natural sexualidade.

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Marisa de Abreu Alves
Psicóloga
CRP 06/29493


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