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Crianças agressivas

Psicologo para tratar crianca agressiva

Entrevista cedida para a Folha Universal

Crianças agressivas

Folha Universal: Uma senhora pediu ajuda a um programa de TV, nos Estados Unidos (My violent child). Ela tem sido agredida por um filho de 11 e uma filha de 9 anos. Ela já chegou a ser espancada 30 vezes no mesmo dia e também teve alguns cortes de tesoura feito pelos filhos. http://www.dailymail.co.uk/femail/article-2975365/The-mother-beaten-30-times-day-CHILDREN-Woman-reveals-stabbed-scissors-strangled-son-11-daughter-nine.html

O que leva crianças a terem um comportamento agressivo

Há várias possibilidades. Cada caso é um caso e não há como uma pessoa que esteja lendo este artigo diagnosticar o caso de sua criança sem uma devida avaliação realizada por um profissional. As possibilidades vão desde transtornos de personalidade, traumas vividos por esta criança e assim sua revolta contra quem possa ter de fato tê-la ferido ou contra quem ela imagina que a feriu, ou simplesmente a reprodução de comportamentos agressivos que tenha visto em casa, em jogos ou na mídia.

Vimos que ela é mãe solteira, isso poderia ter influenciado sem a figura masculina em casa?

Não acredito que o simples fato de uma mulher ser mãe solteira seja definitivo para instalação de transtornos em seus filhos. Há uma infinidade de mães solteiras que criam filhos amorosos. A figura masculina tanto pode ajudar como atrapalhar. Caso o pai seja um bom modelo e capaz de orientar a criança adequadamente haverá filhos em harmonia, mas caso o pai seja agressivo e prejudicial é possível que os filhos carreguem sequelas.

É comum casos de crianças com crise de raiva sem explicação? Porque a própria mãe disse que não sabe o motivo dos filhos agirem assim com ela.

As vezes a mãe não consegue identificar. As vezes a criança sente raiva de coisas as quais realmente não fazem sentido para quem observa pois elas mesmas fizeram associações desconexas – por exemplo: uma criança pode sentir muita raiva da mãe depois de ter visto um filme onde uma mãe abandonou seu filho, esta criança ao assistir isso imaginou que sua mãe poderia também lhe abandonar pois um dia ela atrasou um pouco para pega-lo na escola.

Obs: Não estou afirmando que toda criança que espera alguns minutos por sua mãe na porta da escola irá traumatizar-se, dei um exemplo apenas mas isto não significa que toda criança que sofre frustrações estará fadada uma vida violenta.

Você acredita que o problema está no modo de educação dessas crianças?

Há muitas possibilidades: Pode haver casos onde a criança seja agressiva por assistir outras pessoas, seja na vida real ou na mídia, resolvendo seus conflitos de forma agressiva. Pode haver crianças que sofreram traumas e reagem de forma agressiva e não depressiva. Mas também pode haver casos onde os traços agressivos provem de transtornos psiquiátricos ou transtornos de personalidade.

O importante é que cada caso seja avaliado individualmente e cada criança, e sua família, receba o atendimento adequado em seu problema.

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No último domingo, o Fantástico trouxe uma matéria polêmica sobre um acampamento militar para disciplinar crianças:

http://g1.globo.com/fantastico/noticia/2015/03/acampamento-militar-para-criancas-indisciplinadas-vira-polemica-nos-eua.html

Do ponto de vista da psicologia, um tratamento como esse é eficaz? Poderia trazer danos emocionais no futuro?

Sou contra exageros. Disciplinar é bom, mas amor é muito mais importante. Disciplina é importante, desde que nascemos recebemos regras, normas e disciplinas. Um bebe aprende que chorar pode ajudar a resolver seus problemas de fome, sede e fralda molhada. O choro é a comunicação do bebe que começa a entender as regras que dizem “caso você precise de algo comunique aos adultos”. A agressividade não deixa de ser uma criança que está dizendo “preciso de algo”. As vezes esta criança não teve condições de entender como comunicar isto sem ser violenta.

Nós podemos mudar as pessoas dando condições para que conscientizem-se de que o relacionamento interpessoal é o que temos de mais precioso, mas alguns pretendem mudar as pessoas com força bruta.

Tentar fazer alguém deixar de ser violento impondo violência me parece algo muito insensato. Acredito que o resultado poderá ser alguém que se comporta da forma que lhe foi imposta por puro “cordeirismo” e não por realmente acreditar que encontrou uma forma eficaz de se relacionar com as pessoas.

Marisa de Abreu Alves
Psicóloga
CRP 06/29493


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