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Psicologia Positiva e 3 outras psicoterapias para lidar com os desafios da pandemia

 

 

A psicoterapia surge no final do século XIX através do trabalho de Freud e de sua teoria psicanalítica.

Uma marca inseparável das psicoterapias, inclusive da psicologia positiva, é a ideia de terapia da fala, que existe desde a antiguidade e se refere ao alívio, às vezes catártico, promovido por uma conversa, como numa confissão a um padre, por exemplo.

Atualmente as psicoterapias pretendem lidar com questões que vão além de problemas psicopatológicos e sofrimento mental, e focam sobretudo no desenvolvimento pessoal.

No atual contexto da pandemia do COVID-19 é essencial se fortalecer para enfrentar os desafios cotidianos e as psicoterapias estão aí para nos apoiar nesses momentos.

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Origens da psicoterapia

Qual a origem da Psicologia Positiva?

Não só a psicologia positiva mas a maioria das psicoterapias atuais deve muito a pensadores e teorias do passado como as de Sócrates, o famoso filósofo grego.

Sócrates criou um método baseado na conversa para ajudar a promover a virtude nas pessoas do seu tempo, chamada maiêutica.

Esse diálogo com seus concidadãos iniciava, em geral, com opiniões cuja verdade eram pressupostas sem que seus fundamentos fossem questionados.

Assim o filósofo ia discutindo conceitos como verdade e beleza com interlocutores que ao fim desse encontro se deparavam com a própria ignorância, mas mais do que isso saiam mais virtuosos, pois mais conscientes de si e da vida.

Era a partir desse momento de perplexidade que as pessoas se sentiam provocadas para buscar outros sentidos e conhecimentos para sua vida, o que as tornava mais virtuosas.

Para Sócrates uma vida que não é sujeita a exame é uma vida que não está sendo plenamente vivida, ou como diríamos atualmente: é uma vida alienada.

Daí já podemos ver semelhanças com as psicoterapias atuais que propõe o exame mais cuidadoso de pensamentos, ações e motivações pessoais diante de uma outra pessoa.

A própria terapia cognitiva comportamental faz uso deste método de "diálogo racional” como técnica para lidar com crenças erradas ou distorcidas.

A psicologia positiva, especificamente, foi criada no final da década de 1990 enquanto parte de um movimento de ressignificação da teoria e prática psicológicas e que almejava deslocar o foco da psicopatologia para a promoção da saúde mental e a felicidade.

Psicoterapias

Como dissemos, há diversos tipos de psicoterapias além da psicologia positiva e cada uma tem suas diretrizes, tempo de duração, abordagem e preferência metodológica e técnica.

Há desde abordagens mais breves que pretendem lidar com problemas pontuais e crises da saúde mental, até aquelas que visam a modificação de aspectos mais ou menos amplos da personalidade.

As abordagens que costumam demandar mais tempo são as psicodinâmicas, as de base analítica, que tem o insight como seu principal objetivo.

Nas terapias comportamentais é essencial a existência de novas aprendizagens e para as terapias cognitivas, a correção de pensamentos ou crenças disfuncionais.

Todas as modalidades pressupõem uma interação entre terapeuta e cliente, ou paciente.

Psicologia positiva

A psicologia positiva é uma abordagem baseada no reconhecimento dos pontos fortes e aspirações das pessoas em serem melhores.

A proposta da psicologia positiva é focar tanto nos pontos fortes quanto nos fracos, construir as melhores coisas da vida assim como reparar as piores, e promover uma vida gratificante do mesmo modo em que cura as feridas.

A psicologia positiva, diferentemente da psicologia humanista das décadas de 1960 e 1970 e o movimento do pensamento positivo, acredita na pesquisa empírica como instrumento de compreensão das pessoas e suas vidas.

Aqui reside uma crítica da psicologia positiva aos humanistas, que permaneceram céticos quanto à contribuição do método científico para o conhecimento e intervenção psicológica, e que no entanto não eram capazes de oferecer outra alternativa além da noção de que as pessoas eram boas.

Qual o foco da Psicologia Positiva?

Alguns alicerces da psicologia positiva podem ser resumidos em: conquistar uma vida prazerosa e cultivar emoções positivas.

É importante destacar a importante contribuição à teoria da psicologia positiva dada por Maslow, que também pesquisava a felicidade humana e como criar instrumentos para sua implementação.

Um dos primeiros passos para alcançar a felicidade seria satisfazer as necessidades básicas caracterizadas nos primeiros degraus da pirâmide de Maslow: respiração, alimentação, segurança, descanso, sexo, sono etc.

Um dos meios para se alcançar mais felicidade segundo a psicologia positiva é o desenvolvimento de uma atenção plena e busca do contentamento no aqui e agora.

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Como ter uma vida boa segundo a psicologia positiva

Para se construir uma vida boa segundo a psicologia positiva você deve desenvolver seu potencial humano através do trabalho diário de acordo com as seguintes virtudes:

  • Sabedoria e conhecimento
  • Coragem
  • Amor e humanidade
  • Justiça
  • Temperança
  • Espiritualidade e transcendência

Por intermédio dessas virtudes pode-se alcançar uma vida significativa, segundo conceito ilustrado pelo topo da pirâmide de Maslow: uma dimensão onde utilizamos nossas próprias virtudes e pontos fortes para auxiliar outras pessoas a alcançarem a felicidade.

Porém algumas pessoas podem ver nas proposições da psicologia positiva uma tentativa de negar complexidades da vida ou o valor transformador de sentimentos rotulados como negativos tais como frustração, tristeza e mesmo a dor.

De qualquer modo, a psicologia positiva vem ganhando cada vez mais espaço entre as psicoterapias.

Psicanálise

A psicanálise é um tipo de psicoterapia, assim como a psicologia positiva, porém a antecede em quase um século.

Ela surge a partir do trabalho de Breuer e Freud no fim do século XIX com pacientes que durante sessões de hipnose deixavam de exibir seus sintomas.

A começar daí propuseram que havia conteúdos pessoais que eram inadmissíveis à consciência, que os repelia para uma dimensão inconsciente, inacessível.

Freud propôs organizações dinâmicas, topológicas e estruturais para a psique humana que derivaram outras teorias e entendimentos sobre a psicologia humana.

Nomes como Winnicott, Bion, Melanie Klein, Anna Freud e outros beberam da teoria freudiana a expandindo e a mantendo viva até os dias de hoje.

Em todas as teorias e aplicações práticas da psicanálise a relação de transferência entre paciente e terapeuta tem um papel essencial na dinâmica do trabalho psicoterápico.

A transferência, em linhas gerais, permite que o paciente, ou cliente, atualize conflitos internos na interação com seu analista possibilitando uma elaboração sobre seu problema, o “insight”.

Esse trabalho pode levar anos e demanda muita disposição de ambos, terapeuta e analisado, para o sucesso do processo.

Mas a psicanálise também pode atuar em conflitos mais presentes e atuais na vida da pessoa, apesar do seu foco mais profundo.

Terapia Interpessoal (TPI)

A Terapia Interpessoal (TPI) considera a relação do paciente com o grupo social e pessoas próximas como determinante dos problemas psicológicos, ao contrário dos métodos intrapsíquicos e foco no passado dos métodos psicanalíticos.

Ela é uma teoria baseada na teoria do apego de John Bowlby e foi criada tendo como objetivo tratar pessoas com depressão.

A TPI entende que as interações sociais são ingrediente principal em qualquer transtorno psicológico e que os sintomas podem ocorrer particularmente quando há mudança de papéis na ausência de apoio social em dado contexto.

O trabalho terapêutico da TIP almeja promover ajustamento social e aprimorar habilidades para lidar com conflitos conscientes e pré-conscientes.

A TIP é uma terapia breve focal, de tempo limitado − de 12 a 20 sessões −, onde a pessoa é estimulada a reconhecer suas emoções e expressá-las no contexto social em que interage.

As dificuldades de comunicação com pessoas próximas também são foco de trabalho nessa abordagem.

Terapia cognitiva comportamental (TCC)

A terapia cognitiva foi proposta pela primeira vez por Aaron T. Beck no início dos anos 1960 para tratar a depressão. Recentemente, ela passou a combinar as teorias e técnicas da terapia comportamental (TC) e é chamada de TCC.

Beck acreditava que pensamentos ou crenças negativas com relação a si mesmos, ao mundo a sua volta e a seu futuro (tríade de Beck) eram responsáveis pelos sintomas depressivos e trabalhou numa técnica capaz de alterar tais padrões para formas mais saudáveis.

A terapia cognitiva geralmente é breve, com duração entre 10 e 20 sessões.

O trabalho nessa modalidade consiste em auxiliar a pessoa a usar os próprios recursos para identificar pensamentos, crenças e raciocínios errôneos ou disfuncionais e, posteriormente, corrigi-los.

Ache um psicólogo

Abordamos nesse breve texto a psicologia positiva e outras psicoterapias que podem lhe ajudar a lidar com os desafios da atual pandemia.

Há outras opções e usualmente uma combinação delas é utilizada na prática clínica do psicólogo, já que existe um diálogo constante entre as técnicas, teorias e seus usuários, criando um trânsito de conhecimentos que busca beneficiar o paciente.

Não hesite em procurar um psicólogo nesse momento que pode ser extremamente desafiador para muitos de nós.

Agende sua consulta conosco.

Referências

CORDIOLI, Aristides Volpato; GREVET, Eugenio Horacio. Psicoterapias-: Abordagens Atuais. Artmed Editora, 2018.

PETERSON, Christopher et al. Character strengths and virtues: A handbook and classification. Oxford University Press, 2004.

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Marisa de Abreu Alves
Psicóloga
CRP 06/29493


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